Primeiros passos antes de você iniciar a radioterapia

Radiocare Centro avançado de Radioterapia

Antes de iniciar o tratamento você passará por uma consulta com o médico especialista, chamado de radio-oncologista ou radioterapeuta. Neste primeiro momento, é preciso que você apresente ao médico todos os exames que já foram realizados antes, para que ele analise o caso e defina o tipo de radioterapia indicada e a dose de radiação a ser utilizada.

Durante a consulta o médico irá orientá-lo sobre os objetivos e os possíveis efeitos colaterais. Além disso, solicitará uma tomografia computadorizada específica, na posição do tratamento. Pelo fato desse exame não ter como finalidade o diagnóstico e sim auxiliar no processo de aplicação, mesmo que você já tenha realizado alguma tomografia recente, é preciso fazer outra, seguindo as novas orientações.

O planejamento computadorizado é embasado nas imagens tomográficas. Assim, três planos dimensionais (chamada Radioterapia 3D) podem ser criados para ajustar melhor as áreas a serem tratadas, direcionando uma maior dose de radiação ao tumor e minimizando a dose em tecidos sadios. Uma vez atingido o planejamento ideal, o médico radio-oncologista avalia, através de gráficos e estatísticas, as doses que estão chegando em cada parte dos órgãos e dos volumes definidos como alvos.

Formas mais sofisticadas de radioterapia 3D, como a Radioterapia por Intensidade Modulada (IMRT) e também a Radioterapia Guiada por Imagem (IGRT), têm sido utilizadas. Essas tecnologias modernas de tratamento permitem que se direcione, com mais precisão, a radiação sobre o volume alvo, além de reduzir as doses nos órgãos normais, permitindo minimizar o risco de efeitos colaterais e seqüelas do tratamento.

Efeitos adversos da radioterapia

Normalmente, os efeitos das radiações são bem tolerados, principalmente quando é realizada uma radioterapia moderna. Os efeitos colaterais podem ser classificados em agudos e tardios de acordo com o aparecimento ainda durante as aplicações, logo após o término ou, muito tempo depois.

Efeitos agudos ou imediatos – Geralmente aparecem na segunda semana de tratamento e vão se reduzindo aos poucos algumas semanas após o término da terapia. Eles ocorrem, em sua maioria, nos tecidos que estiverem incluídos no campo de irradiação e devem ser tratados sintomaticamente, pois geralmente são bem tolerados e reversíveis. Um exemplo comum é irritação da pele e da mucosa.

Efeitos tardios: são menos frequentes e podem se manifestar por sangramentos, ulcerações, atrofias, fibroses ou persistência de alguns efeitos agudos. Normalmente, os efeitos se relacionam com a dose total absorvida e com o fracionamento utilizado. A cirurgia e a quimioterapia podem contribuir para o agravamento destes efeitos.

É importante que você discuta com seu médico radio-oncologista o benefício do seu tratamento e os riscos inerentes a ele. Também é fundamental que conheça as técnicas modernas de tratamento que estão disponíveis e, eventualmente não cobertas pelos planos de saúde no Brasil. Somente o médico radio-oncologista possui as melhores e mais atualizadas informações sobre qual a melhor técnica para cada caso específico.

Artigo escrito por Leonardo Chamon, Radio-oncologista do Radiocare

“A opinião contida nesse Blog não necessariamente representa a opinião da Radiocare, não a vincula, e é de responsabilidade pessoal e exclusiva de quem a escreveu.”

Como funciona a Radioterapia

Radiocare Centro avançado de Radioterapia

 

A radioterapia consiste na utilização de radiação ionizante (principalmente raios-X) para tratar o câncer e outras doenças. A radiação é capaz de impedir a multiplicação ou matar células tumorais e, dessa forma, pode ser usado para curar o câncer, impossibilitar que cresça ou, ainda, para aliviar sintomas como a dor.

O tratamento para eliminar as células tumorais consiste na radiação focada, porém os tecidos saudáveis adjacentes também são atingidos pela radiação e podem sofrer danos. No entanto, as células saudáveis são mais capazes de reparar a lesão gerada pela radiação, em comparação às células cancerígenas. Além disso, técnicas modernas de radioterapia muitas vezes permitem que a radiação seja mais bem direcionada ao tumor, poupando órgãos sadios, minimizando o dano às células normais adjacentes e reduzindo os efeitos colaterais. Assim, a radioterapia moderna é um tratamento que, em grande parte das vezes, gera resultados positivos, com efeitos colaterais toleráveis.

A radiação de feixe externo é gerada a partir de uma máquina, chamada Acelerador Linear. A radioterapia externa é administrada diariamente, durante várias semanas. Isso permite matar as células cancerígenas, enquanto dá tempo para que as células saudáveis se recuperarem. Com o fracionamento da dose de radioterapia, a tolerância dos tecidos normais é respeitada, minimizando os efeitos colaterais. Cada sessão dura de 5 a 10 minutos. A radiação não é visível e, durante a aplicação, o paciente não sente nada.

Em alguns casos, a radioterapia será combinada à cirurgia, podendo ser utilizada antes (pré-operatória) ou após (pós-operatória) a mesma. O objetivo da radioterapia pré-operatória é o de promover uma regressão tumoral, possibilitando uma cirurgia mais eficaz ou minimizar o risco do retorno do tumor após sua retirada. Pode ser indicada também antes, durante ou após a quimioterapia, que é o uso de medicamentos específicos contra o câncer. Isso vai depender do tipo de tumor e da escolha do tratamento ideal para superar a doença.

 

Artigo escrito por Leonardo Chamon, Radio-oncologista do Radiocare

“A opinião contida nesse Blog não necessariamente representa a opinião da Radiocare, não a vincula, e é de responsabilidade pessoal e exclusiva de quem a escreveu.”